quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Acertando os ponteiros

Desde segunda-feira tenho acordado antes das 7h da manhã! Porque no domingo só consegui dormir às 6h e acordar às 14h.

Achei que era o clima de balada de final-de-semana, mas na segunda-feira quando olhei o relógio disperta e eram apenas 6h30... fiquei puta da vida!

Deitei de novo e meia hora depois do mantra: dorme de novo, dorme de novo, dorme de novo, por favoooorrrr! Consegui dormir até às 8h. Decidi levantar. (pra quem não sabe, não tenho hora pra entrar no trabalho, eu chego geralmente 11h).

Arrumei umas coisas... e assim tem sido a semana. De noite, tento assistir alguma coisa na TV, mas durmo antes do primeiro intervalo comercial. Acordo cedo demais, fico arrumando coisas e tentando colocá-las no lugar, ou procurando lugares para elas.

Pensei que o fuso horário não me atrapalharia a vida, mas aí estão todas as manhãs que vi dessa semana para me provarem o contrário.

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Inclusive arrumando essas coisas da viagem me dei conta de que realmente não comprei quase nada e sinto muito arrependimento de todas as lojinhas que andei por Lisboa e fiquei regulando uns Eurozinhos e ainda mais arrependimento quando descobri que a minha mala só pesava 22kg dos 32kg permitidos pelos aeroportos.

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Segunda-feira de manhã decidi que ia mudar a minha vida e começar a fazer a faxina da minha própria casa. Onde já se viu tanta preguiça? Não pode. Deixe a casa uma zona antes de viajar, fiquei puta com a Edileusa que me deu o cano.
Ela é assim, aparece quando ela quer, quando não tem mais nada pra fazer. Aí no dia que ela quis ir, eu menti dizendo que já tinha chamado outra pessoa, que ia ficar pro mês que vem, só pra dizer pra ela quem mandava nessa bagaça. Mas a verdade é que ficou tudo bagunçado e quando voltei também estava empoeirado. De onde surge tanta sujeira com um apartamento que fica fechado por 3 semanas? Deve brotar do piso...
Segunda-feira de tarde Edileusa me ligou e nem deixou que eu falasse. Toda bravinha me disse:
- Ô Mariel, onde você andou?
- Oi Edileusa, eu estav...
- Ó, vou limpar sua casa, viu?
- Quando?
- Quinta ou sexta, o que prefere?
- Quinta, quinta é um dia bom.
- Então quinta-feira eu tô lá, 8h da manhã.

Não tive como recusar.

domingo, 27 de setembro de 2009

Cadê a finesse?

Pois é. Cadê?
Tem gente que acha que viajar pela Europa é puro luxo, poder e glória.
Agora vai viajar com a vó Skol de ônibus pela CVC só pra vc ver... vai? Vai?

Mano, tô mais cansada do que quando fui.
Primeiro porque TODOS OS DIAS eu acordei às SETE da manhã... por 20 dias seguidos, coisa que não fiz nenhum dia desse ano... nem por livre e expontânea vontade, nem por lazer, nem por diversão... nem FUDENDO!
Mas na Europa, benhê, sim! Acordei todos os dias antes mesmo do sol nascer... e antes fosse apenas com o telefone tocando do despertar da guia, também tinha o despertar das malditas sacolinhas plásticas que a vó insiste em usar para levar as coisinhas dela e o terço rezado fervorosamente (ou seja, em voz alta) toda a santa manhã. BENDITO seja Deus que me colocou no mundo e inventou a porra do terço com 4 x 10 Pais Nossos... bendito!

Tá certo que não vou ficar na Europa dormindo no hotel em Euros, mas precisa acordar às SETE DA MANHÃ??? Isso quando não era às SEIS, nééééé????

Ahhhh, precisa!! Precisa, sim. Precisa porque os japoneses estão logo ali e se você bobear eles passam por cima de você. Uns me diziam que eram chineses, outros que eram coreanos... vai saber, raça desgraçada de olhos puxados!!! Os piores turistas do mundo!!!! Mal educados, te empurram, te cutucam, te atrapalham, incomodam!! São gafanhotos quando chegam com aquela falação que parece mesmo o castigo de Deus, o exército de inimigos de Judas. Fotografam tudo o que não tem a menor importância frente tanta beleza e cultura histórica. Sifudê!!!

E a correria??? Coitadinha da vó com suas pernas curtas e travadas após 87 anos de andanças pelo mundo. Você acorda às sete da manhã e corre pra tomar café da manhã, depois corre pra conseguir um lugar decente no ônibus (isso merece um parágrafo também, bem escrito abaixo, haja fôlego). Na parada, corre na frente pra não pegar fila pra fazer xixi. Chega no hotel e corre pro quarto, tentar tomar banho rápido pra correr menos pra jantar. Corre, corre, corre...
Corre tanto que mal vê alguma coisa.

Foi uma viagem para ver por cima, escolher e depois, com calma, voltar para curtir uma viagem pela Europa com direito a refeições mais dignas, passeios mais tranqüilos e curtidos.

Bom, mas valeu... a vó só me deve uma sessão no massagista por eu ter carregado as minhas coisas e as dela, que não eram poucas, e estar com uma puta dor nos ombros!

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A história do ônibus é que tinha uma velha no ônibus (dentre tantas) que se mostrou uma verdadeira maluca.
A vó não queria que eu viajasse no banco ao lado dela porque as coisas dela é que deveriam ir ao lado dela (?!) e não eu, sua neta querida.
Então lá pelo 7º dia de viagem, quando saímos de Portugal pra Espanha (se não me engano) depois de já ter pulado de banco em banco, sentei no que me parecia bom pela janela e bom para deitar e dormir quando a paisagem se tornasse monótona.

Então como a regra era: quem chega primeiro escolhe, sentei em um banco bom que a prima velha da velha maluca tinha sentado quase que toda a viagem. Ainda brinquei com o casal e a Rita que já estavam sentados: "hoje vou escolher um lugar bom, quero só ver o circo pegar fogo".
A minha intenção era forçar a velha maluca e a prima a se sentar lá pra frente, bem longe do fundão porque nós 4 estávamos de saco cheio dela reclamando a viagem toda "porque não chega nunca, porque só ficamos dentro do ônibus, porque quero fumar, porque isso, porque aquilo", parecendo uma adolescente mimada e ela tinha mais de 50 anos.

Eu não queria ficar na putaria de trocar de banco DURANTE a viagem, queria deitar e dormir e ter as minhas coisas onde deixei, até o próximo hotel. Só que só sobrou pra velha maluca o último banco (que no caso era o que ela tinha escolhido e pedido pra revezar comigo) e o banco ao meu lado, claro. O ônibus estava quase cheio e eu não podia ter o luxo que a vó tinha de escolher não ter ninguém sentado ao seu lado, ninguém vai discutir com uma senhora de 87 anos.
Como Murphy é meu pastor e nunca me abandonarás, claro que a velha maluca escolheu sentar AO MEU LADO com o cheiro horroroso dela de cigarro com o perfume 212 Carolina Herrera, que ela usava EXAGERADAMENTE, dois cheiros que eu ODEIO e misturados. No fim das contas a Rita quando viu que ela se sentou ali, olhou pra mim com uma cara de "nos fodemos de verde e amarelo pagando em Euros" hahahaha. Eu mais ainda que tive aquela companheira birrenta e fedorenta, que obviamente só sentou ali para me pirraçar deixando a prima dela sozinha no último banco que ela tanto gostava.

Não reclamou e não reclinou o banco um segundo sequer da viagem. Apenas dormiu caindo em mim algumas vezes, maravilha!!! Que viagem maravilhosa, não?

Numa das paradas a guia veio me pedir dentro do banheiro que trocasse de lugar com a Valéria (a velha maluca desse caso) porque ela estava com dores no joelho (dizem que no aeroporto ela usava bengala e no 2º dia da viagem a bengala já não apareceu mais). Eu, já fiquei incomodada com a situação da guia ter que vir me pedir uma coisa que a outra queria e já tinha viajado comigo por 2 horas e não falou nada. Respondi que justamente estava no atual banco porque na viagem do dia anterior ela pediu para trocar de banco comigo porque o joelho dela doía...
E também não tinha gostado do banco que escolhi, ela me pareceu preferir aqueles últimos que o encosto não reclina, não tem janela, só é bom pra deitar e dormir. Tanto que geralmente lá ficava cheio de mala, mas quem se sentava lá podia ajeitar as malas e deitar, se esticar e tal.

Quando todos nos sentamos para seguir viagem, ela veio com um arzinho irônico, sentando de mansinho novamente ao meu lado e dizendo:
- Então Mariel, será que você não poderia se sentar lá no outro banco porque o meu joelho dói?
- Mas você não disse ontem que gostava daquele banco? Até pediu que eu trocasse com você? - respondi já meio alterada e nada sorridente, como geralmente sou, porque aquela situação estava me irritando, afinal já tinha viajado duas horas com aquela fedentina do meu lado e estava com dor de cabeça por isso.
- E por que você não se senta com a sua avó? - ela começou a se alterar.
- Porque a minha vó não quer ninguém sentado ao lado dela. Vai lá tentar convencê-la a mudar de lugar pra você ver. - eu já tinha tentado isso e só consegui um bico enorme da velhinha.
- Mas essa viagem é para as pessoas sentarem com seus pares, esse banco aqui já era meu.
- Não é seu, não! Aqui ninguém tem lugar marcado. E eu justamente saí daquele banco de trás porque você tinha me pedido pra trocar.
- Então você vai se fuder, vai tomar no meio do seu cu.

Pasmem! Isso não era eu falando, era a velha maluca, minha gente. Totalmente descontrol. Eu fiquei pasma quando ela começou a soltar aquele monte de palavrões pra cima de mim em uma discussão que tinha acabado de começar. Nisso o ônibus já estava andando e a coisa começou a esquentar. Meu sangue começou a ferver e como tenho tentando ser menos tchonga e ter reações mais imediatas a única coisa que pensei na hora foi que deveria enfiar a mão na cara dela, jogar minhas batatas em cima dela, meu refrigerante, puxar cabelo, enfiar o dedo no olho, mas como vocês já sabem, nunca é isso que eu faço. Rapidamente consegui raciocinar que ainda estávamos no começo da viagem e se rolasse uma briga desse naipe eu ainda teria que conviver com essa maluca pelo menos mais 10 dias. Simplesmente respondi:
- Olha só o que você está falando, minha senhora. Eu é que não vou mais discutir com você. - virei pra janela e comecei a olhar o asfalto passando.
- Vai se fuder, falo mesmo, vai se fuder.
- E outra - fez um silêncio no busão. - se você quisesse um lugar bom, que chegasse mais cedo.
- Vai tomar no cu, vai tomar no cu.

Aí ela se sentiu doída porque todos os dias ela ficava do lado de fora do busão fumando seu cigarrinho tranqüilamente, acompanhada da prima apesar de não fumar, e eram as últimas a entrar no ônibus. Até aquele dia tiveram sorte daquele lugar nunca estar ocupado. Aí, a Rita, uma senhora de uns 50 anos, de Floripa, muuuuito simpática, que conversei muito durante a viagem, que sempre se sentava no banco ao lado desse disputado, também já estava de saco cheio dela e tomou minhas dores. Se levantou e disse:
- Olha gente, posso falar uma coisa? Vou falar isso para todos aqui. Eu não vim aqui para me irritar, essa é a minha viagem de férias e não estou aqui para ficar ouvindo palavrões e reclamações de ninguém, isso causa um tremendo mal estar... - antes que ela terminasse, a velha maluca se levantou e começou a falar merda.
- Eu não estou falando com você, você também vai se fuder. Tá me ouvindo? Vai se fuder. - gritou na orelha da Rita, com o dedo enfiado na cara dela.

Aquilo me deixou tão abismada, que até então eu achava que toda aquela agressão verbal pra cima de mim era totalmente pessoal, sei lá, por eu ser mais nova, mas não, a velha era maluca mesmo, não tinha diplomacia alguma, tipo bipolar. O ônibus não manifestava um piu. Quem vai falar alguma coisa diante daquela sem-noção e ter que aturar xingamentos? A coitada da guia teve que intervir. E ainda bem porque eu esperava o momento certo para pular em cima dela e retomar as dores da Rita. A guia pegou o microfone e começou a falar:
- Gente, vamos ter calma. Esse tipo de palavreado não agrada ninguém. Do mesmo jeito que a sua reação é falar palavrões, a dela pode ser enfiar a mão na sua cara, não é assim que se resolvem as coisas. A Mariel está certa, Valéria, quem chega primeiro escolhe o seu lugar. Ainda temos muitos dias de viagem pessoal, precisamos ser mais cautelosos porque ninguém se conhece, blá blá blá...

Falou, falou, tentou acalmar os ânimos, mas sempre com firmeza e a velha maluca gritava lá do fundo, do meu lado:
- Ah, vai se fuder você também. Se você começar a falar esse monte de merda pra mim a coisa vai feder aí também, viu? Pode parar, não quero ouvir mais nada.

E aí, silenciou. Continuou sentada do meu lado, até que depois de uma hora decidiu sentar lá no banco da discórdia para dormir e disse pra prima:
- Vou dormir um pouco aí do seu lado e depois eu volto.
Ela mal saiu do banco eu coloquei minhas coisas do lado e comecei a me preparar pra deitar também. E assim fomos até chegar em Pisa. Perguntei pra vó se ela tinha ouvido como a Fedida era desbocada, as coisas que me disse:
- Que discussão, minha filha?
- Poooorra, vó!!! Você não ouviu? - pra vó pode falar palavrão, hehehe. -
- Ouvi uma falação lá no fundo o que era?
- Caramba vó, perdeu o maior bate-boca lá atrás, quase chego no motorista rolando com aquela sua amiga lá. Desbocada, me mandou me fuder, tomar no cu. Quase enfiei a mão na cara dela
- Sério?? Não acredito, filha!!!
- Jura que a senhora não ouviu? Nem os palavrões?
- Mas olha só que coisa, ontem sentei e tomei cerveja com ela, me contou da vida dela, parecia tão educada.
- Pois é, pra senhora ver como as pessoas podem parecer educadas até serem cutucadas.

Eu hein?

Mas não acabou aí! Assim que chegamos no hotel pra jantar a comida horrível que era sempre servida para nós, sentei eu e a vó (que tem um dedo podre pra escolher os piores lugares, benzadeus!) com mais três lugares sobrando à mesa e quem me chega por último??? SIM, SENHOR MURPHY!!! As duas ainda tentaram sentar em outra mesa, mas estava ocupada, enquanto olhava a carta de vinho a vó me cutucava desacreditada:
- Ai, minha Nossa Senhora, olha lá quem vai acabar sentando aqui, é a sua amiga, Mariel. Sai, sai, xispa, xispa...
- Tô vendo, vó, finjo que não, mas tô vendo.

Minha Nossa Senhora meeeeesmo foi o jantar mais loooongo da minha vida. E ainda tive que dividir a garrafa de vinho com aquele ser e dirigir a palavra a ela para dizer qual foi o valor.

E vocês pensam que então acaba aí? Nãããoooo!!! Com essa briga, virou um tititi a viagem inteira, foi engraçado que as pessoas meio que "ficaram do meu lado" porque quem vai se juntar com A Louca? Ela que até então vivia de gracinhas com as pessoas na excursão, entrou num casulo que até o perfume horrível dela eu parei de sentir. Eu evitava, não olhava nem pra cara porque o sangue fervia de arrependimento de não ter pulado nos cabelos dela quando ela foi pra cima da pobre da Rita, que nada tinha a ver com a história e depois até veio me pedir desculpas por ter se alterado e se metido na conversa.

Até que chegamos em Paris e durante o café da manhã a vó me disse que queria tentar sentar no primeiro banco pra ver a cidade melhor no passeio. Eu disse que tudo bem, que ia fazer uma correria maior pra tentar pegar esse banco antes dos malditos gaúchos que nos acompanhavam e praticamente tomaram conta dos primeiros bancos, sempre tinha alguém reclamando sobre isso.
E a outra regra era: quem senta nesse banco uma vez, não pode sentar de novo, deve haver um rodízio.
Quando entrei no ônibus e vi o banco vazio, com a gaúchada toda nos bancos logo atrás pensei, beleza, é nosso, Paris em versão quase 360 graus! Quando estou dando o passo pra sentar no banco, olho pro fundo e vejo a danada da Dona Skol se ajeitando num banco pelo meio do ônibus, gritei:
- Ô Vóó!! Dona Skooool... - e nada.

Eis que de repente, não mais que de repente, chega A Fedida se enfiando por baixo do meu braço, me tirando do lugar e dizendo grossa:
- Você me dá licença porque hoje eu vou sentar aí.
- Ah, mas não vai não, eu cheguei primeiro. - e dei-lhe um empurrão com o cotovelo que estava apoiado no vidro atrás do motorista.

A mulher se desequilibrou pelas escadas, quase caindo, nesse instante vi a merda que tinha feito e pensei: fudeu, derrubei a velha da escada! Mas por sorte (ou não, penso hoje) a prima estava quase atrás e segurou ela, que voltou com fúria.
- Você não me empurra não...
- O que é sua velha folgada? Eu vou enfiar a mão na sua cara... - e finalmente fui pra cima dela, com sangue nuzóio, peitei.

Mas o Sr. Edson se enfiou no meio, veio a turma do deixa-disso, quando estava já de punhos fechados pra destrinchar aquela cara de rato... mais uma vez veio a minha sensatez e pensei na merda que ia fazer: bater numa velha maluca, por causa de um lugar no ônibus, ela ia morrer logo com aquela folgadeza porque vai encontrar um maluco menos sensato que eu... e eu não, voltarei em breve pra Paris.

Saí de lá rápido, mas não sem gritar umas boas pra ela:
- Sua velha maluca, vai se fuder, doida, desbocada, sua fedida (lembrei da Liba que xinga as pessoas assim, é o xingamento mais horrível dela, hahaha). Malucaaaaa!!!
- Maluca é sua mãe aquela vagabunda que abriu as pernas pro seu pai. - hahahaha, olha o naipe da velha!!!
- Maluca!! Doida varrida, fedida!!! Catinguenta. - e fui andando pra perto da vó e as pessoas me diziam:
- Pára, Mariel, deixa ela, é doida mesmo.

Como sempre a vó me vem:
- O que foi minha filha?
- Ah, a senhora não ouviu de novo? O que a senhora tá fazendo sentada aqui? Que eu quase saí na mão com aquela sua amiga maluca porque a senhora disse que queria sentar no primeiro banco!!!
- Mas eu achei que tava ocupado... - me disse com a carinha do Gato de Botas do Shrek.
- Ah, tá tá tá. - GRRRRR!!!

Depois dessa, foi a gota d'água de quem tinha ou não discernimento das coisas, razão, sensatez, sei lá! A guia já tinha percebido que ela era maluca mesmo veio me perguntar o que tinha acontecido porque foram falar pra ela "tão brigando dentro do ônibus" e ela respondeu "então não vou entrar agora", hahaha. Seu Edson disse que a maluca foi tentar falar com ele sobre o caso, de como eu tinha empurrado e era mal educada e ele disse pra ela que não queria saber de nada, que viu o que ela fez, me disse que queria distância dela. Depois nós entramos na seguinte conclusão: ela é bipolar e muito sofrida da vida.
A guia me disse que ela ficou arrasada que eu chamei ela de velha maluca, ou seja, é mesmo.

Ah, mano, se arrependimento matasse... devia mesmo ter enfiado a mão nela, porque me controlo tanto? Quando vou conseguir explodir? Essa merecia tanto umas bofetadas pra largar a mão de ser folgada assim. As pessoas brigam, isso é normal, socos e pontapés sempre exisitiram na história da humanidade. Deve ser um karma que devo carregar por toda a minha vida: não deves jamais agredir alguém.
Ela só é folgada assim, com mais de 50 anos, porque essa vida amarga inteira nunca tomou um pau de ninguém mais esquentadinho, só deve ser por isso.

Fiquei pensando que deveria ter voltado lá no primeiro lugarzinho dela e dado pelo menos um pescotapa. Se encontrar essa mulher na rua vou tomar coragem e chegar na voadora.

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Ai gente são muitas histórias, mas só gosto de contar os barracos, né? Contaria também a briga que assisti de camarote no metrô de Paris, indo visitar a Angela Pepe, entre o velhinho que queria ler o jornal em paz e a mãe com as duas filhas pré-adolescentes que estavam se divertindo entre cosquinhas e risadas.
Eu já comecei a rir quando o velho começou a dizer: não-sei-o-que-educaçon. Depois que a mãe e as filhas responderam o velho o metrô inteiro riu, então concluo eu que deve ter sido muito mais divertido do que eu realmente achei. Só entendi que no final a filha mais velha disse: Tre bien, Tre bien... não-sei-o-que-merd.

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Tô de volta, galera!!!
Beijotchau.

(ps: não adianta esperar que não vai ter foto no orkut.)
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